O que deveria ser um tratamento sério e transformador na saúde do homem, tem sido tratado em muitos ambientes como um “atalho” estético. A reposição de testosterona, quando feita com acompanhamento médico e critérios clínicos, pode recuperar qualidade de vida, libido, massa muscular e autoestima. Mas o que acontece quando ela vira um produto comum nos bastidores das academias?
O Dr. Flavio Machado, diretor médico do Instituto Homem, faz um alerta claro:
“A testosterona não é suplemento. É um hormônio poderoso, que precisa de critério, acompanhamento e, acima de tudo, um diagnóstico claro.”
Em conversas nos vestiários ou atrás dos balcões de suplementos, é comum encontrar relatos de homens que começam a usar testosterona por conta própria, incentivados por amigos, personal trainers ou vídeos na internet.
“O que mais me preocupa é ver jovens de 25, 30 anos aplicando testosterona sem saber sequer se têm deficiência hormonal. Estão desregulando o próprio eixo hormonal, às vezes de forma irreversível”, afirma o Dr. Flavio.
Riscos reais da automedicação com testosterona:
- Supressão do eixo hormonal natural (eixo HPT);
- Aumento do risco cardiovascular e alterações no colesterol;
- Problemas hepáticos e ginecomastia (mama masculina);
- Infertilidade induzida;
- Agressividade, alterações de humor e dependência psicológica;
- Ausência de controle de exames, hemograma, função hepática e PSA.
E quando a reposição é realmente indicada?
No Instituto Homem, a reposição só é considerada após uma investigação completa da saúde do paciente, incluindo avaliação clínica, exames hormonais e histórico de sintomas.
“Quando feita da maneira certa, a reposição pode devolver ao homem o que o tempo ou as condições clínicas levaram: energia, desejo, foco, saúde metabólica e bem-estar emocional”, explica Dr. Flavio.
A abordagem não é apenas “hormonal”. Ela envolve nutrição, saúde sexual, hábitos de sono, níveis de estresse e relação com o corpo e a masculinidade.
Medicina não é atalho. É caminho.
A testosterona não deve ser vista como uma muleta emocional ou como pré-requisito estético. Ela é parte de um equilíbrio maior — e quando manipulada sem cuidado, pode fazer mais mal do que bem.
“Se você está se sentindo cansado, sem desejo ou sem disposição, o caminho não é a seringa. É a investigação. ”, finaliza Dr. Flavio.





