Nos últimos dias, uma nova tendência ganhou força nas redes sociais: homens estão recorrendo ao zinco como suplemento para melhorar o desempenho sexual, especialmente no aumento da produção de sêmen durante a ejaculação.
Tudo começou com um post no X (antigo Twitter), onde um usuário ironizou a “moda do zinco”. O comentário viralizou, acumulando milhares de curtidas, compartilhamentos e discussões. “O pessoal agora toma zinco só pra gozar muito”, escreveu ele.
Apesar do tom de deboche, médicos confirmam que existe um fundo de verdade. O zinco é um mineral essencial para a saúde reprodutiva masculina, atuando diretamente na produção e qualidade dos espermatozoides. Segundo especialistas da clínica britânica VinMec, a falta da substância pode causar alterações no sêmen e até contribuir para quadros de infertilidade.
Além do impacto na fertilidade, o zinco também ajuda na saúde da próstata, fortalece o sistema imunológico e desempenha papel importante no sistema nervoso. Não à toa, ganhou o apelido de “mineral de ouro” para a saúde masculina.
Onde encontrar zinco sem precisar de suplementos
O corpo humano não produz zinco por conta própria, o que torna indispensável a ingestão por meio da alimentação. Entre os alimentos mais ricos no mineral, destacam-se:
- Ostras cruas (91 mg/100 g – campeãs absolutas);
- Carne de boi assada (8,5 mg);
- Gérmen de trigo (12,2 mg);
- Sementes de cânhamo (9,9 mg);
- Sementes de abóbora (7,6 mg);
- Amêndoas (5 mg);
- Castanha-de-caju (4,7 mg);
- Feijão de soja (4,1 mg);
- Chocolate 70–85% (3,3 mg).
Enquanto carnes, ostras e vísceras apresentam maior biodisponibilidade do zinco (ou seja, o corpo absorve melhor), os vegetais ricos no mineral podem ser mais difíceis de metabolizar por causa de substâncias como o ácido fítico. Ainda assim, incluir opções vegetais é fundamental, principalmente para quem segue uma dieta vegetariana.
Quanto zinco é necessário por dia?
A ingestão diária recomendada varia:
- Mulheres adultas: 8 mg;
- Homens adultos: 11 mg.
Vale lembrar que fatores como má absorção intestinal, doenças como a celíaca e dietas baseadas em ultraprocessados podem prejudicar os níveis do mineral no organismo.
Em resumo: sim, o zinco pode ajudar na saúde sexual e até na quantidade de sêmen, mas o foco deve estar em manter uma alimentação equilibrada — não em buscar atalhos milagrosos.





